23.1.20

[CRÍTICA] Sex Education é a melhor série da Netflix e eu posso provar


No dia 17 de Janeiro de 2020, a 2ª temporada da série inglesa Sex Education estreou na Netflix. Por ter adorado e maratonado a 1ª temporada, estava ansiosa para mais dos encontros e desencontros amorosos divertidos entre os personagens. O show acabou superando as minhas expectativas e se tornando o meu queridinho da Netflix! E, agora, vim recomendá-lo para vocês, claro!

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A HISTÓRIA

Os velhos conflitos dos protagonistas voltam com tudo nessa nova temporada. Otis (Asa Butterfield) está namorando Ola (Patricia Allison), apesar de ter pedido para levar as coisas devagar. Enquanto isso, os pais dos dois namoram às escondidas, sendo que a mãe de Otis (Gillian Anderson) adia ter que contar a verdade para o filho.

Tão reprimido anteriormente, agora o despertar sexual de Otis está em pleno vapor e seu melhor amigo, Eric (Ncuti Gatwa), o faz pensar o que isso significa não só em seu relacionamento com Ola, mas também seu relacionamento com Maeve (Emma Mackey). Expulsa da escola, Maeve não é vista por ninguém nos últimos tempos e lida sozinha com a volta inesperada da mãe.


Adam (Connor Swindells) tenta sobreviver na escola militar e a conturbada relação dos pais. Eric se preocupa com que fim Adam levou (e os assuntos inacabados entre os dois), mas sua atenção acaba se voltando para o novo aluno charmoso da escola. Tudo se complica quando Maeve chantageia o diretor para voltar para o colégio e Adam também retorna a cidade. Eric e Otis terão suas vidas, e relacionamentos, virados de cabeça para baixo e, mais do que com quem irão ficar, precisam descobrir que tipo de homens eles querem ser.

VALE A PENA VER?

Sex Education é uma série difícil de resumir, mas um dos melhores shows adolescentes dos últimos tempos. Apesar de lidar com muitos dramas de escola, a série consegue falar sobre sexualidade de forma tão educativa, mas ainda natural e divertida, que acaba se tornando essencial para gente de todas as idades.


Essa 2ª temporada de Sex Education está ainda mais engraçada, cativante e emocionante que a primeira. A história explora outras formas de sexualidade no espectro LGBTQ+ de forma bem interessante. Além de falar muito sexo, a série aborda ainda as demais problemáticas de relacionamentos tanto românticos como familiares e de amizade, e traz reflexões positivas sobre a forma como tratamos as pessoas que gostamos.

Sex Education também ganhou muitos pontos por trazer discussões sobre masculinidade e assédio nessa nova temporada. Otis começa a perceber que não é, como achava, o dono da verdade e que precisa resolver seus problemas com o passado e seus medos para não se tornar um homem terrível e desonesto como o pai.

Enquanto isso, uma das personagens femininas vive uma trajetória igualmente complexa ao sofrer assédio em um ônibus e uma das cenas mais bonitas da temporada é quando, em uma homenagem ao filme Clube dos Cinco, as outras mulheres da série sentam com ela e conversam sobre experiências similares que já tiveram.


Enfim, vale muito a pena assistir Sex Education. Engraçada ao ponto de beirar o absurdo em alguns momentos, a série com diálogos afiados e personagens tão humanos nos cativa do início ao fim. Entre muitas risadas, o show ainda consegue trazer mensagens importantes e reflexões emocionantes sobre sexo, amor, amizade, assédio, autoestima, medo, confiança e muito mais. Agora é contar é torcer para que Sex Education seja renovada!

Agora me conta: você já viu a série ou ficou com vontade de ver? E qual seu show queridinho da Netflix?

21.1.20

Resenha: O Café da Praia - Lucy Diamond


A HISTÓRIA

Evie Flynn é a ovelha negra da família, reputação que há muitos anos tenta mudar. Mesmo com um emprego temporário, mas “respeitável”, um namorado estável e planos de cursar pós-graduação, sua família ainda a vê como uma menina irresponsável e incapaz. Algo que fica claro quando a tia de Evie, Jo, morre, lhe deixando um café na beira de uma praia na Cornualha como herança.

Todo mundo acha que Evie deveria apenas vender o café e seguir em frente, o que se mostra mais difícil do que ela imaginava. Como ela poderia se livrar de um lugar que foi o trabalho de uma vida da sua tia favorita? Como Evie pode vender para qualquer um o local onde viveu suas memórias mais felizes, com sua pessoa favorita do mundo?

18.1.20

F. Scott Fitzgerald: uma vida dedicada literatura e amores conturbados


Normalmente eu não pesquiso sobre os autores antes de ler um livro, para não acabar julgando a obra por causa de quem a escreveu em vez do conteúdo em si. Mas, a curiosidade pelo criador de O Grande Gatsby (uma das minhas últimas leituras) acabou sendo grande demais. Afinal, o próprio autor confirmou em carta que uma das personagens é baseada em alguém real. O que nos faz questionar: quantos mais elementos autobiográficos estão no livro e quem foi F. Scott Fitzgerald?Sejam bem-vindos a nova coluna aqui do blog: #IntroduzindoAutores!

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Fitzgerald com seu pai, quando criança, e na idade escolar

OS PRIMEIROS ANOS

Francis Scott Key Fitzgerald nasceu em 1896, na cidade de Saint Paul (Minnesota, EUA). De uma família classe médica-alta, teve acesso a uma excelente educação, desde cedo se destacando por sua inteligência e se interessando por literatura. Aos 13 anos, uma história de detetive sua foi publicada no jornal da escola em que estudava.

UM JOVEM APAIXONADO E AMBICIOSO

Na Universidade de Princeton, o jovem Fitzgerald escreveu para clube literários e publicações acadêmicas. Ele chegou a enviar um original para uma editora nova-iorquina e mesmo elogiado pelo editor, o livro foi recusado. Tanta dedicação a escrita prejudicou seu desempenho na universidade e, em 1917, Fitzgerald largou a faculdade para se juntar ao exército.

Com medo de morrer na guerra sem realizar suas ambições literárias, Fitzgerald tenta publicar seu livro The Romantic Egotist antes de ir para seu posto militar, sendo rejeitado mais uma vez. Importante notar que um bom número de páginas desse manuscrito mais tarde se tornou parte do material que compôs Este Lado do Paraíso, sua primeira publicação.

Ginevra King e Zelda Sayre

OS AMORES DE FITZGERALD

Entre 1915 e 1917, o escritor viveu um romance com Ginevra King, rica e bela socialite a quem escrevia diariamente. O primeiro amor de Fitzgerald o marcou a ponte de Ginevra ter sido inspiração para diversas personagens de seus contos e livros, inclusive Isabelle Borgé, primeiro amor de Amory Blaine's, protagonista de Este Lado do Paraíso, e Daisy, paixão de Gatsby em O Grande Gatsby.

15.1.20

Resenha: Um Milhão de Finais Felizes - Vitor Martins


A HISTÓRIA

Como seu nome, grande parte da educação de Jonas foi pautada na bíblia. Tendo crescido na Igreja, sua relação com Deus se tornou complicada quando ele finalmente entendeu que ser gay não é um pecado. Mas Jonas ainda está longe de ser quem é. Sem dinheiro para cursar faculdade, ele passa seus dias trabalhando em uma cafeteria na Avenida Paulista e anotando ideias para livros que ele nunca escreve. 

Jonas sonha em ser escritor, mas quando está em casa, precisa fingir que não é quem é, um garoto gay cheio de ideias, para não magoar sua religiosa mãe e não irritar seu rígido pai. Jonas estava só vivendo mais um dia comum quando um dos clientes do café entra e o fascina.

“Não sei o que vai acontecer no final, mas sei exatamente como começar essa história. Meus dedos encostam no teclado com um pouco de timidez, mas, depois que começo a digitar, as ideias começam a vir com mais força. E então, eu não paro mais.” pág. 56

Dono de uma barba ruiva e aparência bagunçada que lembra a de um pirata, o cliente fofo desperta Jonas de uma maneira que nenhum outro homem tinha despertado ainda. Logo naquela noite ele começa a finalmente escrever uma de suas ideias, nada mais, nada menos que uma história sobre o amor proibido de dois piratas gays.

13.1.20

Resenha: Tempo de Graça, Tempo de Dor - Frances de Pontes Peebles


A HISTÓRIA

Maria das Dores nasceu em um grande engenho de açúcar em Pernambuco nos anos de 1930. Mas diferente de Maria das Graças, a patroinha, ela passa seus dias trabalhando na cozinha, ouvindo provocações dos outros empregados por causa da má reputação de sua falecida mãe. Dor nunca conheceu nada além da miséria e do desprezo e não é como se Graça a tratasse de forma diferente. Mas a menina mimada e irritadiça a ensinar a sonhar com mais e esse presente precioso cimenta a amizade das suas.

“Eu não era Jega, filha da puta, a ajudante de cozinha que viveria e morreria esquecida no engenho Riacho Doce. Era Maria das Dores, uma menina que deixaria sua marca no mundo. Uma menina que que seria lembrada.” pág. 34

Graça cresceu tendo suas vontades atendidas e uma imaginação fértil. Por razões que ninguém consegue bem explicar, se torna inseparável de Dor, que até mesmo recebe aulas junto dela. Mas é quando a família de Graça compra um rádio e as meninas passam a cantar para a mãe doente de Graça que suas vidas mudam. Graça acredita que elas podem se tornar cantoras de sucesso e que precisam deixar o engenho para isso. Dor não tem tanta confiança em seu talento, mas seguiria Graça para qualquer lugar, especialmente para fora do engenho.