4.12.19

Resenha: Uma Paixão e Nada Mais - Mary Balogh


A HISTÓRIA

Flavian é mais conhecido como o visconde de Ponsonby, que após ser ferido na guerra, perdeu não só algumas memórias, mas também sua crença no amor. De brinde, Flavian ainda ficou gago. Mas isso não impede sua família de tramar para que ele se case com sua vizinha, uma garota que ele um dia achou que amava, mas que o traiu e se casou com seu agora falecido melhor amigo.

Então, quando Flavian conhece Agnes Keeping, uma jovem viúva austera e respeitável, a última coisa que passa na sua mente é amor. Mas, quanto mais tempo passa com ela, uma paixão arrebatadora começa a surgir. Agnes é o tipo de mulher que sempre seguiu as regras e que depois de cinco anos de casamento com um homem sólido e confiável, não está disposta a se envolver com um libertino sedutor em sua viuvez.

2.12.19

Livros, músicas e séries favoritas de Novembro


Bate o sino pequenino, sino de Belém... É isso gente, o último mês de 2019 chegou com tudo, mas antes vamos nos despedir propriamente de Novembro. Esse último mês foi bem atípico para mim, em algumas semanas tive bastante tempo livre e mergulhei nos livros, em outras, fiquei tão envolvida com trabalhos e atividades da faculdade que mal tive tempo para qualquer outra coisa. Mas, em geral, Novembro foi um bom mês para mim. Li e assisti o que queria, saí com amigos, consegui ficar mais ativa lá no meu Instagram e ainda aproveitei a Black Friday para comprar alguns livrinhos desejados.

Assim, depois de um mês bem cheio, hoje eu trago recomendações incríveis para vocês. Em questão de livros, a seleção está variada, desde autoajuda inspirada em gatinhos até livro de poesia, romance nacional LGBTQ+ apaixonante e história de época imperdível. Também tenho dicas de músicas bacanas e séries de época, baseada em fatos reais, e show médico com protagonista autista. Sem mais delongas, confiram os livros, músicas, filme e séries favoritas de Novembro:


Estou lendo:

Eu comecei Dezembro com duas leituras que estou arrastando a um tempinho já... Eu tinha desanimado com O Livro Da Vida, último volume da Trilogia das Almas, por estender a história em pontos em que não era necessário. Contudo, como eu preciso saber o final dessa saga, vou insistir na leitura nos próximos dias, apesar dos longos diálogos sobre biologia das criaturas e história de manuscritos já terem me cansado.

Também estou com uma relação de amor e ódio com Confissões De Um Jovem Romancista. Eu estava ansiosa para ler a obra, mas acabei percebendo que ela não é para mim. Por reunir palestras do Umberto Eco, que já era um professor da área de literatura e linguística antes de se tornar romancista, acaba que o livro tem um aspecto técnico demais. A leitura até que é proveitosa para quem sonha em um dia se tornar escritor também, mas um pouco chatinha, preciso dizer. Mas, espero terminá-la também em breve.

Livros lidos em Novembro:

Dos oito livros que li no mês, curiosamente o primeiro e o último foram nacionais! Eu comecei Novembro com Acordei Apaixonado Por Você, que é um romance divertido, mas que fala também, e com sensibilidade, sobre violência contra a mulher. Um Milhão De Finas Felizes também traz mensagens bacanas sobre aceitação e o significado de família. Eu devorei esse romance LGBTQ+ em um dia só e fiquei apaixonada pela narrativa leve e divertida do autor.

1.12.19

Resenha: Agir E Pensar Como Um Gato - Stéphane Garnier


O AUTOR E O LIVRO

Stéphane Garnier é um escritor francês, nascido em Lyon em 1974. Autor de romances, Stéphane é diariamente inspirado pelo seu "coach" e companheiro de vida, o belo gato Ziggy. A partir de sua cuidadosa observação de seu gatinho, o autor compôs Agir e Pensar Como um Gato, uma obra que mistura autoajuda e comédia para nos ensinar a liberar nosso felino interior. Ao narrar sobre a rotina dos gatos, seus “mantras” e comportamentos típicos, a obra tenta nos ajudar a sermos mais livres, carismáticos, mesmos estressados, curiosos, autoconfiantes, honestos e felizes no geral. 


VALE A PENA LER?

Mesmo para quem, como eu, tem uma quedinha maior por cachorros, esse livro fofo é uma leitura deliciosa. A partir do comportamento majestoso, tranquilo e desapegado típico dos gatos, o autor tenta passar lições para que possamos viver mais como os felinos.

Com capítulos rápidos e curtos, "diários" da rotina de um gato e frases famosas sobre os bichanos, Agir e Pensar Como um Gato é uma obra de autoajuda divertida, mas não surpreendente. O autor até dá boas dicas para sermos mais independentes e autoconfiantes, e levarmos vidas felizes e leves, mas tudo muito baseado no senso comum.

No fim, Agir e Pensar Como um Gato é mais uma obra bem-humorada e motivacional do que um guia para mudar de vida. Assim, sem pretender fazer uma revolução no seu dia a dia, a leitura é gostosa e te inspira a tentar levar a vida de forma um pouquinho mais leve e graciosa como os gatos.


A EDIÇÃO

Apesar de ter páginas brancas, Agir e Pensar Como um Gato ganha muitos pontos pela diagramação caprichada. O livro é recheado de ilustrações de gatinhos, patinhas e carinhas fofas. O tamanho e tipo de fonte usadas também são bons e a tradução de Maria Alice A. de Sampaio Dória está excelente, não encontrei qualquer erro no texto. Eu gosto muito da capa de Agir e Pensar Como um Gato, ela é simples e bonita e combina com o jeito desapegado e divertido da obra.

QUOTES FAVORITOS

“Sim, para o melhor e para o pior, isso também vai passar; afinal, tudo passa.” pág. 35

“Talvez gastemos tempo demais nos agitando em todos os sentidos, até que nos tornamos surdos ao essencial da vida.” pág. 35

“O importante é fazer o melhor com o que se tem e continuar a progredir, porque mesmo sabendo que nunca será um leão, o gato não se impede de saltar, de correr, de caçar e de ser, se não o rei da selva, o rei do seu sofá!” pág. 171


Título: Agir E Pensar Como Um Gato
Título original: Penser et agir comme un chat!
Autor: Stéphane Garnier
Editora: Valentina
ISBN: 9788558890922
Ano: 2019 
Páginas: 208
Compre: Amazon

24.11.19

Resenha: A Intérprete - Annette Hess


A HISTÓRIA

Em 1963, Eva Bruhns é uma jovem alemã como qualquer outra. Ela era pequena demais para se lembrar de como a vida durante a Segunda Guerra Mundial era. Trabalhadora e ligada na cultura britânica e americana, ela não é do tipo que se contenta em ser apenas uma esposa silenciosa. Contudo, ela espera que seu namorado, o rico e estranho Jürgen a peça em casamento logo. Talvez assim ela possa finalmente colocar uma distância entre ela e sua família.

Os pais de Eva administram um pequeno restaurante em uma das partes mais pobres de Frankfurt. Assim como eles, sua irmã mais velha, uma enfermeira pouco sociável, não fala sobre a guerra. No fundo, Eva é mais apegada a seu irmão mais novo, um menino alegre e curioso que sempre está na companhia do velho cachorro da família.

18.11.19

[Crítica] Dickinson: série de época da Apple reimagina vida da poeta


A poeta americana Emily Elizabeth Dickinson (1830-1886) viveu uma vida curta e em grande parte isolada. Em vida, os poucos poemas que chegou a publicar passaram quase que despercebidos. Após a sua morte, vieram a tona sua massiva obra de quase 1.800 poemas que revolucionaram a poesia americana e mundial. Muitas vezes sem título, com frases curtas e repetição de temáticas como morte e imortalidade, seus poemas encantam com rimas elegantes e mensagens enigmáticas. 

Emily era moderna demais para o tempo em que viveu. E essa é a premissa básica da série Dickinson da Apple TV+, que mistura comédia, romance e drama absurdo e mais adapta do que retrata a vida da artista. O show se baseia nos poucos fatos conhecidos sobre a vida de Emily, o fato que nunca se casou, que trocou poemas de amor com sua cunhada e viveu dias de reclusão, por exemplo, para reimaginar como ela teria sido se tivesse o espírito de uma jovem dos tempos atuais.

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Na trama do show, Emily Dickinson (Hailee Steinfeld) é uma jovem que luta contra as ideias da mãe (Jane Krakowski) de que deveria dedicar todo seu tempo para o lar. Mais do lavar a louça, Emily faz de tudo para a sua verdadeira paixão: a escrita. Dona de uma imaginação perigosamente fértil, Emily se encontra com a Morte (Wiz Khalifa) e animais falantes com tanta frequência que se diverte com Sue (Ella Hunt), sua melhor amiga.

Sue e Emily são muito mais que amigas, elas nutrem uma paixão secreta, arrebatadora e, claro, proibida. Mas, a última sobrevivente de sua pobre família, Sue precisa aceitar se casar com Austin (Adrian Enscoe), irmão de Emily, para sobreviver. A disputa pela atenção de Sue coloca uma tensão constante entre os irmãos, a qual Emily quase sempre perde por ser uma mulher. Sua irmã, Lavínia (Anna Baryshnikov), uma mocinha perfeita cuja vida gira em torno do gato e da busca por um marido, também não possui muita voz na mesa da família.