19.4.19

Resenha: Passarinha - Kathryn Erskine


A HISTÓRIA

Caitlin pode ser só uma garotinha, mas viu a sua vida e a do seu pai desmoronar completamente. Seu irmão, Devon, está morto e ela não sabe com quem poderá contar agora para lhe explicar como o mundo funciona. Porque Caitlin não é como as outras meninas da sua idade. Ela ama desenhar e é melhor nisso que muitos adultos, mas odeia usar cores, porque elas lhe dão uma sensação horrível. O recreio da escola também é uma tortura para Caitlin, assim como pessoas que a tocam e invadem o seu espaço pessoal. 

Caitlin não tem amigos da sua idade, odeia fazer contato visual e diz as coisas exatamente como surgem na sua cabeça, sem perceber que os outros podem considerá-la rude ou estranha por isso. Na maioria das vezes ela não consegue nem mesmo captar o sentido do que os outros estão dizendo, ou explicar o sentido do que ela está dizendo. Caitlin tem Síndrome de Asperger, uma forma mais leve de Autismo, mas que traz grandes impactos para a sua vida, especialmente suas relações sociais.

"Fico olhando para o armário de Devon porque me faz sentir como se um pedacinho dele ainda estivesse aqui. Mesmo sabendo que ele nunca mais vai poder me ensinar a fazer um armário. Que nunca mais vai poder me ensinar nada. Que nunca mais vou vê-lo de novo nem nunca mais vou poder olhar para ele e dizer, Obrigada."

Devon era o melhor amigo de Caitlin e quem a ajudava a tentar lidar com o resto do mundo, mas agora ele se foi para sempre e Caitlin vê sua vida ser invadida por uma das coisas que mais odeia: mudanças. Seu pai está sempre chorando e o quarto do seu irmão virou um espaço proibido. A sra. Brook, a terapeuta escolar, está sempre perguntando como ela está se sentindo e insiste que Caitlin precisa aprender a fazer amigos. Mas, ao fazer uma das suas atividades favoritas, ler o dicionário, Caitlin descobre o que ela, e o pai, precisam: um desfecho. Mas a garota não faz ideia do que um desfecho seja e de como consegui-lo, mas nada vai impedi-la de tentar descobrir.

13.4.19

[Crítica] Tudo sobre Deadly Class: adolescência punk e ciclos de violência


Eu amo acompanhar as séries da moda sobre a qual todos estão falando da mesma maneira que amo "descobrir" joias raras que passaram despercebidas. E Deadly Class pode não ser exatamente desconhecida, afinal, foi adaptada de uma amada série de quadrinhos, mas ainda não explodiu como outros shows similares, como Riverdale e As Arrepiantes Aventuras de Sabrina, que também apostam em dramas adolescentes que se passam em colegiais muito mais sombrios que os da vida real.

Apesar de não ser perfeita, Deadly Class se destaca com algo que falta a outros shows do gênero: crítica social afiada. Deadly Class é uma história sobre amadurecimento, que aborda como é ser e se sentir diferente em mundo cujas regras muitas vezes não fazem sentido. Sem mais delongas, conheçam tudo sobre a minha nova série favorita:

Leia também: [Crítica] Tudo sobre The Umbrella Academy e super-heróis humanos

OS QUADRINHOS E A HISTÓRIA

Uma mistura de horror e ação, Deadly Class chegou ao mercado em Janeiro de 2014 através da Image Comics (publicada no Brasil pela Devir Livraria). Escrita por Rick Remender, ilustrada por Wesley Craig e colorida por Lee Loughridge, a trama violenta e os personagens cheios de traumas logo conquistaram fama para a saga. Atualmente com 8 volumes (40 revistas), a obra foi adaptada para a televisão com produção de ninguém menos que Anthony e Joseph Russo, irmãos responsáveis por filmes como Capitão América: Guerra Civil e Avengers: Guerra Infinita, e até mesmo a série de comédia Arrested Development.

Capa das primeiras revistas. Você pode comprá-las aqui.

Deadly Class tem como protagonista Marcus Lopez Arguello (Benjamin Wadsworth), um jovem órfão que mora nas perigosas ruas da cidade de São Francisco no final dos anos 80. Acusado de ter queimado e assassinado pessoas no último orfanato em que viveu,  ele está constantemente fugindo da polícia enquanto luta também contra a fome e o frio. Paranoico e desesperançoso, Marcus está quase decidido a acabar com a própria vida quando é recrutado para estudar na King's Dominion Atelier of the Deadly Arts, uma academia para assassinos administrada pelo rígido Master Lin (Benedict Wong).

10.4.19

Resenha: Notes to Self: Essays - Emilie Pine


O LIVRO E A LEITURA

Em uma seção destacando obras escritas por mulheres em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres na biblioteca, a capa de Notes To Self me chamou atenção. A sinopse não revelava muito do conteúdo, mas mesmo assim fiquei curiosa para ler os ensaios da irlandesa Emilie Pine

Notes to Self reúne um total de 6 textos com temáticas diversas, mas que circulam as experiências pessoais da escritora com seu pai alcoólatra e outros relacionamentos familiares, sua juventude conturbada, sua luta para engravidar e, em seguida, lidar com um aborto, depressão, assim como conflitos menores dentro da experiência de ser uma mulher no final do século 20 e início do 21. A última temática, para mim, foi a mais interessante.

Pine relata pequenas anedotas de vivências em relação a sexismo no trabalho, distúrbio alimentar, violência sexual e psicológica, menstruação e fertilidade, a cultura que cria a sensação de obrigação nas mulheres de serem sempre agradáveis, quietas, femininas, etc. A autora relata o medo, a ansiedade, as inseguranças, a vulnerabilidade, a solidão, a força, a perseverança, a irmandade, as amizades, as alegrias, e muito mais sentimentos e sensações tão presentes para todas as mulheres de nossos tempos, o que torna a leitura de Notes To Self poderosa e com a qual me identifiquei em vários momentos.

3.4.19

Resenha: Um Marido de Faz de Conta - Julia Quinn


A HISTÓRIA

Desde a morte de seu pai, Cecilia Harcourt vem enfrentando uma maré de má sorte. Seu terrível primo deixa claro suas intenções de se apossar da casa da família e de Cecilia, que recebe uma carta informando que seu irmão foi ferido na guerra nas colônias. Sozinha e assustada, ela resolveu fazer o imaginável, cruzar o oceano para encontrar a única pessoa que a resta nesse mundo. 

Em Nova Iorque, no meio da Guerra de Independência dos Estados Unidos, Cecília não encontra ninguém disposto a informar o que aconteceu ou onde irmão está. Ela quase perde esperanças, mas quando descobre que Edward Rokesby, um amigo nobre de seu irmão, também está ferido, ela conta uma mentirinha que vai mudar a sua vida. Para poder cuidar de Edward, e quem sabe descobrir o que aconteceu com seu irmão através dele, Cecília inventa que é, na verdade, a sra. Rokesby.

1.4.19

12 livros sobre viagem no tempo


Algo que todo amante de livros sabe é que eles são uma maneira quase que mágica de viajar sem sair do lugar. Através das páginas nos transportamos para mundos, lugares e tempos distantes, e nos deparamos com culturas interessantes e novas. Contudo, em algumas obras, não é só o leitor que viaja, mas os personagens também. E às vezes os protagonistas acabam indo parar em terras e momentos históricos distantes e estranhos a eles, graças a algo que ainda não é possível na vida real: viagem no tempo. 

E não sei vocês, mas eu acho essa temática simplesmente incrível! É emocionante acompanhar os personagens viajando para o passado ou o futuro, tentando entender como essa realidade diferente da sua funciona e como voltar para seu tempo, ou permanecer no que está, sem causar alterações malucas na história. E como eu amo histórias com viagens no tempo, esses dias pedi dicas de leituras assim lá no grupo do Facebook de leitores do blog e resolvi fazer uma listinha com as indicações que recebi por lá e as minhas próprias! Conheça melhor as obras:

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7 livros que se passam em lugares inusitados


Outlander: A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon

E claro que eu não podia começar esse post sem falar de uma das minhas séries queridinhas da vida, e uma das sagas de romance mais amada da atualidade. Você provavelmente já conhece ou até já leu a história de Diana Gabaldon. No primeiro livro, Outlander: A Viajante do Tempo, uma enfermeira inglesa celebra o final da Segunda Guerra com o marido, na Escócia, quando, sem qualquer intenção, acaba viajando para o passado através de pedras mágicas. Presa na violenta Escócia de 1743, ela acaba se aproximando de um jovem nobre guerreiro highlander, que talvez faça com que ela não queira mais voltar para seu próprio tempo. 

Outlander é uma viagem no tempo para o leitor também, já que nos faz mergulhar no modo de vida e fatos históricos da Europa e, depois, dos Estados Unidos do final do século 18. Mais do que isso, a saga entrega um romance apaixonante e emocionante entre personagens complexos e muito fofos. Batalhas, disputas e intrigas políticas, amizades, magia e muito mais recheiam a trama. Os livros da série não são perfeitos, especialmente por serem volumes bastante longos, mas valem muito a pena a leitura para quem gosta das temáticas que ele apresenta. E também é bem legal devorar as obras e depois assistir o incrível (e fiel) seriado de TV que foi baseado nelas...

Conheça a série Outlander nas resenhas dos livros:


Perdida - Carina Rissi

Outra série que conquistou uma legião de fãs foi a nacional Perdida. Os quatro volumes de saga de Carina Rissi trazem a incrível história de amor de uma jovem dos nossos tempos que, através de um misterioso celular, acaba indo parar no passado. Lá, ela conhece um cavalheiro digno dos romances de Austen que tanto ama, mas não sabe se um homem tão gentil e apaixonante será o suficiente para fazê-la se acostumar com costumes tão diferentes do seu. Com um gostinho brasileiro, já que se passa no nosso país, Perdida entrega um romance com viagem no tempo divertido e rápido de ler. Eu não cheguei a ler os demais livros da saga, mas todos foram sucessos de venda, então acho melhor correm para ler tudo antes que a história chegue aos cinemas!