17.8.14

Resenha: Nosferatu - Joe Hill

Título: Nosferatu
Título original: NOS4A2
Autor: Joe Hill
Editora: Arqueiro
ISBN: 978-85-8041-297-0
Ano: 2014
Páginas: 624
Classificação: 5/5 [ótimo] - favorito
Sinopse: Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem. Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.  E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca... e acaba encontrando Charlie. Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic. Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.

Victoria McQueen era apenas uma criança quando descobriu que, ao montar em sua bicicleta e atravessar uma ponte no bosque perto de sua casa, ela era capaz de encontrar qualquer coisa que estivesse perdida, em qualquer lugar. Vic sempre manteve sua habilidade em segredo, afinal, sua própria mente distorcia a verdade e para ela as aventuras do outro lado da ponte eram apenas sonhos e ela encontrava as coisas por acaso ou em lugares óbvios e de fácil acesso.
“Era sempre assim. Ela já tinha atravessado a ponte uma dezena de vezes em cinco anos, cada vez menos uma experiência e mais uma sensação. Não era algo que ela fazia, mas que sentia: a consciência de estar deslizando como em um sonho, a distante sensação de um zumbido de estática.” Pág. 82
Entretanto, mais velha, Vic atravessa sua ponte em busca de alguém que entenda o que ela pode fazer e, assim, ela acaba conhecendo Maggie Leigh, uma bibliotecária gaga que consegue fazer suas próprias mágicas. Através de Palavras Cruzadas Maggie consegue a resposta para qualquer pergunta que faça, entretanto, de vez enquanto as palavras simplesmente falam e elas avisaram sobre Vic e Charles Manx.


Charles Talent Manx também tem uma habilidade. Na verdade, ele tem um carro, um Rolls-Royce antigo, o Espectro, com o qual ele leva criancinhas para a Terra do Natal, um lugar dentro da sua mente onde sempre é véspera do feriado e há apenas felicidade, presentes e chocolate quente. Com ajuda de Bing Partridge, um homem louco e fiel, Manx “salva” criancinhas de seus horrendos pais, que nunca mais veem seus filhos. 
“O menino observava os fundos da casa. Ela agora sabia que ele estava morto, ou pior ainda do que morto. Que ele era uma das crianças do homem chamado Charlie Manx.” Pág. 148
As Palavras Cruzadas avisam a Maggie sobre Manx, e ela faz Vic prometer jamais procurá-lo. A garota assim promete e, na volta para casa, acaba perdendo sua bicicleta e ficando muito doente. Depois disso, a garota ou mesmo sua família jamais serão os mesmos. Seu pai sai de casa e sua mãe se transforma em uma mulher ainda mais dura e amargurada. Já Vic torna-se distraída, rebelde e infeliz. 
“Quando alguém dizia que podia afastar as coisas ruins, uma criança acreditava. Vic queria acreditar nele, mas não conseguia” Pág. 166
Já adolescente, depois de uma brigar com a mãe, Vic encontra sua antiga bicicleta e a raiva dos pais a fazem procurar por problema. E a ponte do Atalho sempre leva a garota até aquilo que ela está procurando. Vic encontra a casa de Manx e sua vítima mais recente. Mas, o garoto que Manx sequestrara já não é mais um garoto e sim qualquer outra coisa perversa na qual o Espectro o tenham transformado. E mesmo que saia desse encontro viva, pode ser que Vic não saia sã. Anos se passam até que o Espectro esteja de volta às estradas, mas, dessa vez seu objetivo não será tão fácil de alcançar. A jornada de Manx e Vic não estará terminada até que um dos dois esteja morto e ambos estão dispostos a ir até o fim dessa história. 
“Em algum nível, tinha passado a considerar aquela situação quase natural. Mais cedo ou mais tarde, um carro preto ia buscar todo mundo. Aparecia e arrancava a pessoa dos seus entes queridos para nunca mais voltar.” Pág. 219
Peguei Nosferatu sem ao menos passar o olho na sinopse do livro. Desde que li Estrada da Noite a alguns anos, sou apaixonada com Joe Hill e desde O Pacto (resenha aqui) que venho esperando, ansiosamente, pelo lançamento de mais obras dele aqui no Brasil. Portanto, quando soube que Nosferatu finalmente havia chegado em nossas terras, solicitei o livro e, assim que ele chegou, comecei a lê-lo. 

Por ser de Joe Hill, tinha enormes expectativas para Nosferatu, cujo início pouco me conquistou. Logo nas primeiras páginas o autor joga a estranha habilidade de Vic sobre o leitor e simplesmente espera que ele lide com isso. Nas primeiras “viagens” da garota através da ponte do Atalho a única reação que tive foi de perguntar-me se Hill tinha ficado louco. Somando isso aos vislumbres da Terra do Natal que tivemos ao lado de Manx e Bing, toda a trama me pareceu muito sem noção e eu simplesmente não conseguia ver aonde aquilo tudo ia levar. Confesso que nas cem, cento e trinta, primeiras páginas fiquei bastante decepcionada por não ter encontrado o tipo de história de Joe Hill que eu esperava e considerei seriamente abandonar a leitura. Felizmente, não desisti e acabei por encontrar nas páginas seguintes o melhor livro de Hill e, pelo menos até agora, a melhor obra de horror que já tive o prazer de conhecer. O livro me surpreendeu profundamente, entrou para a lista de favoritos dos favoritos e apenas reforçou o amor que tenho pelo autor.

Nosferatu é uma genuína obra de horror, com seus personagens questionáveis, cenários sombrios e muito mais que deixam o leitor realmente horrorizado. Acredito que essa é, talvez, uma das grandes diferenças do terror e do horror. Enquanto o primeiro quer provocar o medo, o segundo quer provocar a repulsa, quer chocar o leitor. O que mais me agrada nas obras de horror são sua qualidade duvidosa. Em um diversos momentos a sensação que temos é de estar apenas lendo/vendo ficção barata, que usa de todo e qualquer recurso para alcançar seu único objetivo: escandalizar, provocar apatia e estranhamento. E, contanto que o objetivo seja alcançado, tudo vale. As obras de horror não se preocupam em ser plausíveis ou ter tramas e personagens muito refinados e é aí que reside a magia do gênero.

Como um genuíno livro de horror, Nosferatu, como já comentei, simplesmente joga sua história na cara do leitor e não faz o mínimo de esforço em convencê-lo de que aquilo poderia ser real. No início, esse caráter despretensioso me incomodou, mas, após a leitura do livro, ele apenas me fez gostar ainda mais da obra. A sensação de estranhamento percorre Nosferatu do início ao fim e todas as situações improváveis, personagens e cenários excêntricos tornam esse livro uma verdadeira obra-prima

Hill reconstrói, de forma quase imperceptível e a sua maneira, o clássico Drácula (resenha aqui). Entretanto, apesar de serem bem parecidas, as duas obras também são, ao mesmo tempo, completamente diferentes. Nosferatu tem a sua personalidade, uma maneira própria e única de construir um suspense bem elaborado que praticamente obriga o leitor a devorar o livro – o que não é tarefa para qualquer um. Um dos poucos, se não talvez o único, ponto negativo da sua obra é sua extensão. É quase impossível não desanimar ao começar a leitura de um livro de mais de 600 páginas, tanto que demorei exatas duas semanas para terminar Nosferatu. A leitura do livro é fluída, mas seu volume é mesmo muito extenso, o que acaba por deixar a obra exaustiva. Mas não se enganem, a exaustação após o término de Nosferatu é uma sensação boa, de dever cumprido e de prazer por ter “perdido” tanto tempo em um só livro. 

Apesar de ter achado o livro muito extenso, acredito que qualquer palavra retirada do texto seria uma perda. A obra está perfeita como está. O desenvolvimento da trama foi muito surpreendente e não houve um único momento em que parei e disse: “Ah, eu já sabia que isso iria acontecer”. Hill mantêm a tensão viva do início ao fim e mesmo que já esteja cansado e com os braços doendo de segurar o livro, é impossível não ficar louco para saber o que vem a seguir. O final é de tirar o fôlego e eu não conseguia acreditar que o livro tinha acabado. Além das tramas surpreendentes e sinistras, dos personagens detestáveis e apáticos, o que mais gosto no autor é sua escrita. A narrativa em terceira pessoa de Hill é objetiva, mas descritiva na medida certa, e também carregada de muita ironia e humor negro. O autor passa longe de eufemismos, fala o que tem que ser dito de forma curta e direta, algo que adoro.

Os personagens são os típicos heróis ao contrário, todas as suas características peculiares e detestáveis são o que nos fazem amá-los! Até mesmo os personagens mais bonzinhos, como o Lou, tem lá no fundo desejos egoístas e um lado egocêntrico. Hill consegue criar personagens como ninguém, todos muito reais e com algo que os destaque, além de papel na trama. Vic foi, sem sombra de dúvida, minha favorita. Seu lado determinado e forte é inspirador. A garota sem muita feminilidade, com sede de aventura e perigo me conquistou bastante. Mas, como acontece com os melhores personagens, meus sentimentos por ela oscilaram bastante. Ora odiei a personagem por sua teimosia e talento em arruinar tudo, mas amei-a por sua coragem e lealdade com aqueles que amava. O mesmo aconteceu com Manx. O nosso sequestrador de criancinhas é um típico vilão de filmes antigos: um velho insano de aparência assustadora e sede em fazer o mal. Entretanto, o mais incrível de Manx é que sua loucura é tanta que ele acredita no que fala e consegue, nem que por alguns poucos segundos, convencer também o leitor. Em determinados momentos o discurso de Manx é tão persuasivo que realmente me perguntei se a Terra do Natal não era mesmo um lugar feliz e se Manx realmente não estava salvando crianças e as levando para um lugar melhor. Em termos de loucura, Bing é talvez o que mais maluco e doente deles. O ajudante de Manx é tão profundamente insano que chega a ser um dos personagens mais assustadores que já vi e um dos que mais gosto!
“E era a isso que tudo se resumia, no final das contas: pegar algo terrível e transformá-lo em algo bom. O Sr. Manx salvava as crianças e Bing salvava as mamãezinhas. Agora, porém, as mamãezinhas haviam acabado.” Pág. 189
Nosferatu é uma genuína obra de horror, um livro perturbador, cruel e estranhamente divertido, recheado de violência, insanidade e muitas surpresas. Para os que, como eu, são apaixonados pelo gênero, apesar de longa, essa é uma leitura deliciosa e que recomendo muito. Amei Nosferatu e até agora estou com gostinho de quero mais.

Só há elogios quanto a edição. A tradução estava perfeita e a diagramação divina, o livro é recheado de algumas ilustrações bem legais (abaixo). O tamanho e tipo da fonte estava bom e as páginas amareladas ajudaram a leitura a fluir um pouco mais rápido. Eu simplesmente adoro essa capa aparentemente simples, mas muito bonita e que combina perfeitamente com a trama. Também gostei da adaptação do título. O original NOS4A2, faz um pouco mais de sentido, já que essa é a placa do carro de Manx. Entretanto, como é explicado na trama, quando pronunciado em inglês, NOS4A2 tem o mesmo som da palavra Nosferatu, palavra de origem alemã (de acordo com o livro, para mim era de origem romena) que é sinônimo de vampiro.

Fotos:

 

Mais quotes:
“Antes pensava que o amor tivesse a ver com felicidade, mas na realidade as duas coisas não estavam nem remotamente relacionadas. O amor era próximo de uma necessidade, não muito diferente da necessidade de comer ou respirar.” Pág. 181
“Talvez não conseguisse materializar a ponte porque não havia mais nada a encontrar. Talvez já tivesse encontrado tudo que o mundo tinha a lhe oferecer: pensar isso era quase desesperador.” Pág. 181
“Realmente não faz mal eles não poderem mais viver em um eterno Natal. Afinal de contas, o Natal é apenas um estado mental e, contanto que você carregue no coração um pouco do espírito da festa, todo dia é Natal.” Pág. 611
“Quando viu a rodovia, já tinha deixado a inocência para trás, fumegando, reduzida a cinzas, como o resto da Casa Sino.” Pág. 162


*Esse livro foi uma cortesia da Editora Arqueiro

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30 comentários:

  1. Gente, que medo!
    Por algum motivo me lembrou vagamente algumas passagens de "O Estranho Mundo de Jack"
    Não é bem o meu gênero preferido, até porque sou completamente medrosa... Mas tenho pelo menos duas pessoas para indicar esse livro!

    A Rainha, Ana P. Maia ♛ - Venha conhecer o Castelo!
    http://booksandcrowns.blogspot.com.br/

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    1. rs Nosferatu não dá tanto medo assim, mas não é o tipo de leitura que eu recomendo a qualquer um! rs

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  2. Olá Ana! :)

    Adorei a sua resenha *O* O livro parece ser muito bonito, diagramaticamente falando... Mas, pelo tema, não acho que vou gostar muito da obra. Sou medrosa demais, se assistir algum filme de terror, fico uma semana sem dormir... Imagine com um livro? Por mais que o livro pareça ser simplesmente demais, vou deixar passar dessa vez, rs.

    Beijos,
    Ana M.
    www.vicioemlivros.com

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    1. Sério? rs Eu sou o contrário, amo filmes de terror, especialmente aqueles que me deixam com medinho!

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  3. Oi Ana,
    estou bem curiosa para ler o livro, pois já li outro livro do autor e fiquei apaixonada pela escrita dele.
    o fato de, logo no começo, ele já jogar tudo na nossa cara é um pouco decepcionante. acho que ele poderia sim ter se explicado melhor né... até porque o que acontece com a garota não acontece cm qualquer um né hahahaha
    acho que faria mais sentido terem mantido o título original né... mas deixa pra lá hehe
    que bom que mesmo com alguns pontos negativos se tornou favorito. esotu curiosa para ler e espero não me decepcionar! :D

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    1. Não deixe de ler Nosferatu, então! Para mim, essa é a melhor obra do autor até agora! Não acho que você vai decepcionar, mas recomendo um pouco de paciência, pois o livro é bem extenso e pode cansar bastante...

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  4. Não sou muito fã de livros do gênero, por isso nunca li nada do autor e, para ser sincera, acho que dificilmente lerei. Sempre me envolvo muito com a história e acho que não me faz bem.
    Beijos

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    1. Eu também sempre me envolvo com a história, mas em determinado momento sempre consigo me desapegar. Mas se você acha que a leitura não te acrescentaria nada, que pelo contrário, te faria mal, então é melhor não ler mesmo...

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  5. Nossa. Eletrizante este livro. Fiquei deslumbrada com seus comentários e trechos do livro que colocou aqui. Já tinha uma vaga ideia do que se tratava, mais não esperava ser assim tão cheia de terror. Ansiosa pra ler e saber mais da história que me encantou. Beijos.

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    1. Então não deixe de ler! Para quem gosta de obras de horror e terror, esse livro é um prato cheio!

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  6. Olá, tudo bem?
    Pelo visto parece um bom livro para quem gosta bastante do gênero. Não sei se seria o tipo de livro que gostaria de ler, mas a proposta é interessante.
    Que bom que não desistiu e pode desfrutar da leitura.
    Achei meio assustadores esses desenhos, haha.

    Seguindo!
    BIO-LIVROS

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    1. kkk os desenhos são mesmos bem sombrios! Iguaizinhos ao livro! rs

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  7. Nossa parabéns, você arrasa escrevendo, até fiquei com vontade de ler.

    BjoS flor

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  8. Não curto muito livro de horror, pra quem gosta desse gênero a história parece ser ótima!

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  9. fiquei impressionada com tua resenha. Fiquei com vontade de ler o livro quando vi o título, mas não tinha lido a sinopse, ia comprar às cegas, mas agora que sei do que ele trata, a vontade de ter aumentou ainda mais. xD
    Legal esse lance do nome ser a placa do carro, e realmente lembra a pronuncia do título em português...
    nuna li nada de Hill, apesar de ter vontade, então creio que não vou desanimar, como ocorreu ctg, esperando algo da obra... estou com expectativas sim, mas sem comparar esse com outros títulos dele pode me ajudar a não ser parcial na avaliação dele... hehehe
    bjs, Anna :D
    http://torporniilista.blogspot.com.br/

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    1. Sério que nunca leu nada do Hill? Então leia, tenho certeza que vai gostar! Os livros dele parecem ser bem do seu estilo!

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  10. Esse é o livro que mais aguardei esse ano, assim como você sou fã de Hill, acho a sua escrita fantástica, e mesmo que a intitulem de horror/terror, confesso que não vi isso lendo os dois primeiros livros dele publicados aqui no país.
    Adoro a forma como ele consegue criar frases sarcásticas em momentos de pavor, ou mesmo a forma como cria seus personagens, todos tão abalados psicologicamente, na verdade até hoje em todas as obras de Hill, percebi que nada é o que parece ser, e que todos os seus personagens escondem segredos bárbaros, vide O Pacto.
    Nosferatu é o meu sonho de consumo, e ainda não consegui realiza-lo, mas em breve o farei.
    Sobre os personagens eu sempre costumo torcer para o vilão, como para Lee em O Pacto e Craddock em A Estrada da Noite, então tenho certeza que vou adorar Manx.

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    1. Também acho que irá adorar o Manx! Para quem gosta de vilões, ele é perfeito! E, o melhor, é que ele tem aquele ar de vilões antigos: aparência assustadora, discursos ideológicos e, claro, nenhum resquício de bondade! Não deixe de ler Nosferatu, como fã de Hill, você vai adorar!

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  11. Não esperava que o livro tivesse esta riqueza de imagens para aumentar o interesse já grande na leitura. Gostei deste cuidado da editora. Se antes já queria ler, agora então...
    Bjs, Rose

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    1. Os desenhos realmente deram um UP no livro, que já é muito bom! Não deixe de ler!

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  12. Ja li varias resenhas de Nosferatu , mais nenhuma delas me fizeram ter vontade de ler o livro , a sua resenha é boa ,mais ainda assim nao me convenceu , esse tiipo de livro nao faz bem o meu tipo !

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  13. Ana, eu terminei Nosferatu semana passada , já havia lido em inglês, mas amei a tradução da Arqueiro, ficou ótima.
    É um livro que a gente termina e dá vontade de recomeçar só para pegar os detalhes que a gente deixou passar não é?
    Eu amei, amei amei! Achei uma história alucinante e vc reparou que é cheia de referências?

    o Joe evolui mto come escritor, tb teve a quem puxar né ;)

    Bjs
    Aline Lima (Sempre Nerd - http://alinenerd.blogspot.com.br)

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    1. Você leu em inglês? :O Que legal! Realmente, quando terminamos da vontade de começar tudo de novo! Eu amei e o livro e reparei as milhares de referências! Rs

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  14. Preciso ler alguma coisa do Hill logo, mas fico com medo de minhas expectativas por causa do papai King

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    1. É impossível não criar expectativas para o Joe sendo ele filho de quem é, mas, pelo menos para mim, ele é tão bom quanto o pai e, honestamente, prefiro os livros dele.

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  15. Oi Ana, tudo bom?? Menina, eu detesto livros ou filmes de terror, mas abor uma eceção enorme pro Joe, esse homem sabe escrever de uma forma que me fascina. E pelo que pude perceber de sua resenha, essa é uma ehitória eletrizante, e que me fará querer saber mais e mais, sem desejar desgrudar do livro.Adorei a surpresa que são as imagens no livro, não esperava isso e fiquei encantada com esse toque... Esse é um livro que desejo muito ler e ter.. Parabéns por sua resenha, ficou exceletne...bjs

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    1. Sério que não gosta de livros ou filmes de terror? Eu adoro! Ainda mais as histórias do Joe, que são incríveis e muito bem escritas. E se você gosta do autor, não deixe de ler esse livro! Para mim, é o melhor da carreira dele!

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  16. Fiquei um pouco confusa com a história, mas ela me chamou bastante atenção. Poucos autores ousam tanto no terror e no bizarro, e com razão, porque é muito complicado trabalhar com isso sem cair no tosco ou no sem sentido. Mas já havia ouvido falar bem de O Pacto, e tenho boas expectativas para Nosferatu também.

    Abraços, Mallú Ferreira
    semclichesporfavor.blogspot.com

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  17. Gente leiam, para quem gosta de terror e suspense, é muito bom... Já li A estrada da noite do Joe Hill, é muito muito bom também, ele conta detalhes os acontecimentos. Em nosferatu foi uma grande aventura para mim, eu sinceramente adorei ler-lo, Vic realmente é uma personagem com personalidade forte e determinada, a resenha ficou ótima e condiz tudo certinho como ao livro, contou os principais focos do livro e com certeza quem não leu irá ficar com vontade de ler após a resenha.
    Beijos Ana :*
    Thayná

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