6.8.12

Cancioneiro 1# Autopsicografia




É com muita alegria que hoje faço minha primeira publicação no Blog de La Mademoiselle. E que data, hein?! No aniversário de 1 anos do blog, aqui estou.
Apaixonada que sou por poesia não poderia escrever sobre outra coisa que não fosse a tal.
Minha coluna constará de um poema e minhas sensações e conhecimentos acerca do mesmo e seu respectivo autor.
Sou também poetisa, ou pelo menos, acredito ser.

A Arte é a manifestação humana mais perfeita. Por ela expressamos o que sentimos, o que vivemos, o que desejamos, sonhamos, não entendemos, e até – como veremos com Fernando Pessoa – o que não existe.

Um poeta vê o mundo com um olhar diferente dos demais seres. Para um poeta as palavras são coisas, e não significados.  Ele as sente, assim como sente seu corpo, as vê do avesso, está além da concepção comum... Ser poeta... Sua habilidade com as palavras é tão grande que faz com que quem leia poesia, sinta-a; e no fim, esse sentir não é do leitor, não é do escritor-homem, não é do escritor-poeta, não é do poema, não é de ninguém, não existe!

Fernando Pessoa e suas fragmentações. Ele que queria “ser todos”. E nesse “ser todos” conseguiu ser o maior representante lírico da língua portuguesa, quiçá de toda uma existência... Dentro de si descobriu diversos seres independentes que compuseram os poemas mais bem elaborados e próximos de cada atitude humana, que ficamos bobos ao deparar-nos com uma poesia de Pessoa. Mera coincidência ou não, Fernando Pessoa e suas Pessoas...

E eis, o poeta, o poeta fingidor...

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

(Fernando Pessoa)

_____________
Ficheiro:216 2310-Fernando-Pessoa.jpgFernando Pessoa, (13/06/1888 – 30/11/1935), um dos maiores representantes da literatura universal, famoso por seus heterônimos e palavras tocantes... Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro são alguns de seus seres internalizados, que possuíam não só características próprias de escrever, mas também, mapa astrológico, profissão, fatos de vida... identidade!
Harold Bloom, importante crítico literário, faz referência a Pessoa e sua obra, como um "legado da língua portuguesa ao mundo".





¡Hasta lo proximo cancionero!

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6 comentários:

  1. Adorei a coluna da Terê, pois adoro Fernando Pessoa :)
    1 ano de blog já?! Parabéns!!

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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  2. não sou muito adoradora de poesias mas adoro Fernando Pessoa, ele é um grande poeta!!!

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  3. Lindo ^^

    beijoss
    http://www.dailyofbooks.blogspot.com.br/

    háa eu tb fiz um verso..

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  4. Fernando Pessoa é sempre uma boa pedida!
    Bjs

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  5. Que bom que gostaram e são fãs de Fernando Pessoa!!
    Não tinham como começar com alguém diferente, não é verdade?!

    http://poetizaoamor.blogspot.com.br/

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  6. Adorei a poesia... Amo Fernando Pessoa..
    Parabéns pela a postagem está muito boa... =/

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