13.9.11

Resenha: O Ano dos Desaparecimentos - Susan Hubbard


O livro O Ano dos Desaparecimentos, de Susan Hubbard da editora Novo Século, tem de tudo um pouco: vampiros, magia (jamaicana), romance, mistério, segredos e garotas desaparecidas. Se você gosta dos itens citados anteriormente , ou simplesmente é apaixonado por historias vampirescas (como eu) este é um livro que você tem que ler.

Ariella Montero não é uma pessoa que pode negar o lado negro da vida. Metade-humana, metade-vampira, passou seus primeiros treze anos no exílio de ambas as sociedades. Quando sua melhor amiga foi assassinada, Ari fugiu para a Flórida a fim de começar uma nova vida. Mas, uma por uma, as pessoas e coisas com que ela mais se preocupa começam a desaparecer. E Ari pode ser a próxima. Ela pode hipnotizar, ler mentes e tornar-se invisível. Na luta entre os princípios dos vampiros e as culturas humanas, Ari se depara com os zumbis que estão se infiltrando na América, bem como com os demônios e as sombras que perseguem a todos nós.


Primeiramente tenho que dizer que amei a capa , e foi o que me fez comprar esse livro, além da sinopse. Para quem não sabe, este livro é a continuação de "A Sociedade do S", só que nada na capa indica isso. Só fui descobrir quando estava no site oficial da autora, mas felizmente dá para entender a historia mesmo sem ter lido o livro anterior. 

Ari é uma vampira mestiça muito inteligente, foi criada pelo pai (de quem ela sente muita falta) em meio a livros e estudos profundos em diversos campos. Com um intelecto mais desenvolvido que muitos adultos (humanos e vampiros), Ari é uma garota totalmente precoce, mesmo com 14 anos ela pode discutir de ciência a filosofia com qualquer pessoa. 

Ela tem uma paixão por estrelas, mas nada a encanta mais do que os humanos: criaturas frágeis e macias, que vivem a mercê de seus desejos e vontades e que não pregam absolutamente nenhuma lógica em sua vivencia. Acostumada com os vampiros, ela se perde nos pensamentos confusos e nos mistérios das relações sociais dos mortais. Apesar de um comportamento adulto, de vez em quando Ari tende a se comportar de acordo com a sua idade, o que proporciona momentos sublimes a historia. 
"E então, ele escreveu: "Falando em fogo, é melhor que você e sua mãe queimem minhas cartas. Com tantos policias por perto, é melhor que eu continue morto". Respondi com uma longa descrição de Hillhouse. [...] E, finalmente escrevi: "Sentimos sua falta" Mas depois que fechei a carta, pensei de novo. Se eu mandasse aquilo, ele se sentiria seguro que estava tudo bem em Sassa. E não estava. Destruí a primeira carta e escrevi uma nova. Ela começava assim: "Querido pai, eu estou aprendendo a fumar cigarros.". [...] Mencionei que hipnotizei um garoto local que estava sendo questionado sobre o desaparecimento de uma amiga. Pensei em escrever que mamãe estava flertando com atendentes de bares, mas isso me pareceu crueldade, então, eu simplesmente disse: "Mamãe e Dashay estão com tendências a chorar no meio da noite". E terminei com : "Sim, vamos queimar suas cartas. É realmente uma benção que você não esteja aqui"." (Pág 113 e 114)
Quando Ari começa a realmente se integrar na sociedade humana, ela percebe que o mundo não é do jeito que ela pensava.

Ao longo do livro Ari vai conseguindo se libertar da criação que teve e de seus pais. Ela começa a formar sua próprias opiniões e quebrar a bolha onde sempre viveu.  O que mais a intriga é os desaparecimentos dos humanos, cada vez mais comuns e misteriosos. 

Enfim, ela entende que mais cedo ou mais tarde vai ter que escolher: os humanos ou os vampiros? E se ela escolhesse os vampiros, teria que escolher entre:
  • Os Sanguinistas, que querem que mortais e humanos lado a lado.
  • Os colonistas, que são a favor da extinção dos humanos.
  • Ou ela ficaria do lado dos Nebulistas, que acreditam que a extinção da raça humana é inevitável e que estão usando um método nada tradicional para salvar o planeta.
Um narrativa intrigante e criativa, que usa a ficção para ilustrar um pouco da realidade. Me despeço com as perguntas que a própria personagem Ari nos faz no final da historia:
"Você está confortável com os valores que sua sociedade tanto preza? Quando foi a última vez que olhou no fundo dos seus proprios olhos? Você conhece as limitações da sua visão?" Ariella Montero

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6 comentários:

  1. Nossa! Parece ser um livro muito bom mesmo! A capa é realmente linda... Mas é meio chato não avisarem que é o segundo volume da série na capa, né? Li vários livros aleatórios de séries sem saber que se tratava de uma :x
    A capa também é muito bonita! Parabéns pela sua resenha! Está ótima! :)


    Beijinhos, :*
    www.primeiro-livro.com

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  2. Obrigada Amanda,fico feliz que tenha gostado.

    Bjs

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  3. Cometi o mesmo erro q vc! Comprei o livro sem saber q era de uma série, mas confiando em vc vou lê-lo assim mesmo!

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  4. Vampiros, vampiros!! hehe
    O que gostei na sua resenha é a analogia entre a ficção e a realidade. Acho fantástico quando o autor usa de meios fictícios para provocar algum reflexão ou crítica social/cultural.
    bjs

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  5. que capa é essa, muito linda
    amo livro de vampiros , me deixa loquinha pa naum para mais de ler!

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  6. eu tenho o livro comprei ele quando era menor pelos 9 anos comecei a ler e não gostei pois eu não entendia algumas coisa então parei de ler agora que sou um pouco mais velha (12) desenterrei ele dos mortos para ler ! vou começar ler ele hoje !

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